História do Sporting Clube da Covilhã
José de Sousa Gaspar
Domingo, 08 Abril 2012 14:58

 

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Nasceu na Covilhã em 23.04.1927, onde exerceu a actividade de solicitador, tendo sido vereador da Câmara Municipal da Covilhã, numa comissão administrativa após o 25 de Abril de 1974.

Esteve ligado a várias instituições da região, como a Santa Casa da Misericórdia, onde foi vogal, tesoureiro e presidente do Conselho Fiscal. Nos Bombeiros Voluntários da Covilhã, onde foi presidente entre 1979 e 1987, destacando-se o terceiro mandato, porque nessa altura foi construído o Novo Quartel. Também foi presidente da Assembleia Geral do Clube Nacional de Montanhismo, primeiro secretário do Rotary Clube da Covilhã, presidente do Conselho Fiscal do Clube União e ainda chefe do Grupo dos Escuteiros da Covilhã.

Na área do jornalismo, dirigiu durante vários anos a página desportiva do jornal “Notícias da Covilhã” e colaborou com “Jornal do Fundão”, ”O Mundo Desportivo” e ”A Flor do Lis” (revista de escutismo), tendo feito ainda parte do corpo redactorial do ”Jornal do Sporting da Covilhã” e” Jornal da Feira Popular”.

Desde muito jovem começou a mostrar o seu amor clubista ao Sporting da Covilhã, integrando elencos directivos desde 1952. Criou e fomentou, nas décadas 50 a 70, várias secções juvenis das modalidades de voleibol, futebol juvenil, andebol e basquetebol, que envolveram inúmeros jovens praticantes de ambos os sexos.

Torna-se presidente do Sporting Clube da Covilhã na época de 1969/70, numa altura em que o clube atravessava uma grande crise financeira e directiva, até porque tinha descido pela primeira vez à terceira divisão nacional. Manteve-se na presidência até à época de 1972/73 e de 1975 a 1977 foi presidente da Assembleia Geral do clube. Foi-lhe atribuida a distinção de “Sócio de Mérito” do Sporting da Covilhã e da Associação de Futebol de Castelo Branco.

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José de Sousa Gaspar foi um dos grandes nomes da história do Sporting da Covilhã, figura amável e sempre prestável, a quem o clube serrano muito deve. Faleceu no dia 24.01.2009.

Texto: Miguel Saraiva

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Actualizado em Domingo, 08 Abril 2012 15:10
 
José Lopes dos Santos Pinto
Sexta, 28 Dezembro 2012 00:29

 

 

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Nasceu na Covilhã em 15.08.1923. Industrial de lanifícios. Foi casado com D. Maria Eugénia Neves Fazendeiro Santos Pinto e tiveram dois filhos (Eugénia Maria Fazendeiro Santos Pinto Sousa Martinho e José Fazendeiro Santos Pinto).

Foi um destacado dirigente do Sporting Clube da Covilhã, integrando os seus corpos gerentes entre 1947 a 1959, tendo participado nos maiores êxitos do clube, como a conquista da Taça “O Século”, as duas subidas à Primeira Divisão (1947/48 e 1957/58), assim como a participação no Jamor, em 2.6.1957, na Final da Taça de Portugal, no jogo contra o S.L.Benfica.

Era filho de José dos Santos Pinto, grande obreiro da construção do campo de futebol para servir todos os desportistas Covilhanenses e os clubes da Cidade. Assim, nas décadas de 30/40, com os seus auxílios financeiros e com ajuda de um grupo de amigos chamados os “capacetes de aço”, sacrificaram o seu tempo na recolha de fundos para a construção do campo. Foi por isso o pai de José Lopes dos Santos Pinto o grande impulsionador da construção de um novo campo de futebol na Cidade da Covilhã, sendo ainda homenageado pelo grupo Os Covilhanenses por tal feito. Em 1940, após o seu falecimento em Lisboa, o Sporting Clube da Covilhã, por sua sugestão, solicitou à Câmara Municipal da Covilhã licença para a mudança do nome daquele recinto, deixando de se chamar Campo do Alto do Hospital para se designar Estádio José dos Santos Pinto. Mantendo-se até aos dias de hoje o nome deste mítico Estádio, cujo seu obreiro nunca foi sócio do Sporting da Covilhã, mas o seu filho um prestigiado dirigente que faleceu em 13 Agosto de 1996 com 72 anos.

Texto: Miguel Saraiva

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Actualizado em Sexta, 28 Dezembro 2012 00:47
 
SC Covilhã venceu Natura Hotels Cup
Terça, 16 Julho 2013 23:00

O Sporting Clube da Covilhã venceu mais uma edição da Natura Hotels Cup, ao derrotar o Sporting B por 4-3 no desempate por pontapés da marca de grande penalidade, depois de uma igualdade a uma bola durante os noventa minutos.

Em partida que serviu de apresentação da formação serrana aos seus adeptos, assistiu-se a uma primeira parte interessante, com o Covilhã a revelar maior vocação atacante, conseguindo alguns lances de perigo, com destaque para o minuto 21, em que Báta atirou ao poste. No entanto, os golos estavam guardados para o segundo tempo, com Forbes a colocar os locais na liderança aos 73 minutos, convertendo um castigo máximo resultante de uma infracção manual de um jogador visitante. Contudo, a vantagem serrana durou pouco tempo,  visto que aos 76 minutos, a pretensa falta de Rocha sobre Iuri Medeiros originou nova grande penalidade, aproveitada pelo próprio Iuri Medeiros para colocar o resultado em 1-1. Com o empate no marcador e uma taça para atribuir foi necessário recorrer aos pontapés da marca de grande penalidade para encontrar o vencedor, com o Covilhã a ser mais forte nesse desempate, pois, somente Rocha não conseguiu fazer golo, enquanto do lado da equipa lisboeta Fokobo e Esgaio permitiram defesas a Igor Araújo, que assim segurou o triunfo serrano por 4-3.

Texto: Eugénio Lopes.

Fotografias: Filipe Pinto - Foto Académica.

Actualizado em Quarta, 17 Julho 2013 09:42
 
Bábá
Quinta, 18 Abril 2013 00:00

Mais uma entrevista do nosso site, desta vez a Jarbas Pereira dos Santos, que ficou conhecido no mundo do futebol por Bábá, um brasileiro natural de Santos, que o Sporting da Covilhã contratou, primeiro, ao Penafiel e, depois, ao Beira-Mar, visto que teve duas passagens pelo nosso emblema, para se tornar numa das grandes referências do clube serrano na década de Setenta, até porque integrou uma equipa ainda hoje muito recordada, a de 1974/1975. Nessa época, e com o contributo de Bábá, o Sporting da Covilhã conquistou o 1º lugar da Serie B da 3ª Divisão, com confortável vantagem sobre a Naval, seguindo depois até à Final do escalão terciário, onde foi derrotado pela União de Santarém. No entanto, e para além de garantir o regresso à 2ª Divisão, essa temporada ficou marcada pelo bom desempenho covilhanense na Taça de Portugal, sendo apenas eliminado nos Oitavos de Final pelo Boavista, com Bábá a assinar 4 golos nos 5 jogos que disputou na competição.

Bábá reside actualmente no Brasil

1 – Ingressou no Sporting da Covilhã por duas vezes, como surgiram esses convites?

Na primeira vez, eu fui através da indicação do jogador Graça, que estava comigo no FC Penafiel e foi quando o empresário Luiz de Campos, o mesmo que me trouxe do Brasil, acertou a minha contratação. E a segunda vez, foi quando eu havia saído para defender o SC Beira-Mar e retornado no ano seguinte.

2 – Na primeira passagem de Bábá pelo Sporting da Covilhã (1971 e 1973) conseguiu uma manutenção na Segunda Divisão e não evitou uma descida à Terceira Divisão no último ano, foram épocas difíceis?

Sim, não há dúvidas, conseguimos nos manter disputando o torneio de competência. Não recordo as equipes contra as quais disputamos.

3 – Ainda hoje, Babá é considerado por muitos adeptos do clube como um dos melhores médios criativos da história do SC Covilhã. O que acha Bábá destas opiniões?

Sinto-me lisonjeado com estas opiniões, creio que o lugar e as pessoas proporcionaram o melhor de minha pessoa. Procurei apenas corresponder. Muito obrigado a todos.

4 – Na segunda passagem pelo clube em 1974/1975, o SC Covilhã consegue subir a 2º Divisão vencendo a sua série, como descreve essa equipa?

Ah, era muito boa! Fomos Campeões com antecedência. Não preciso dizer mais nada, né!

5- Nessa época, a equipa consegue marcar 103 golos e venceu várias vezes por mais de cinco golos de diferença os seus adversarios, era uma equipa imbatível?

Não era imbatível, mas era quase imbatível! Tínhamos atacantes altos e fortes, além de termos excelentes jogadores no time inteiro.

Bábá como capitão de equipa no célebre jogo com o Boavista

6- Na Taça de Portugal conseguem chegar longe na prova, onde só foram eliminados pelo Boavista, que jogava na Primeira Divisão, mesmo assim, Bábá marcou quatro golos em cinco jogos. Foi uma grande campanha na Taça?

Não há dúvidas, tínhamos uma grande equipa. Lembro-me quando foi sorteado de enfrentarmos o Boavista, foi como se tivessem antecipado a final.

7 – Na sua última época no SC Covilhã (1975-1976), Bábá juntamente com o Baixa foram treinadores/jogadores nas cinco primeiras jornadas. A que se deveu essa situação?

Foi um período em que ficamos sem treinador, não recordo bem o motivo. Porém, naquele momento eu estava cursando o Curso Nacional de treinadores de futebol de Portugal e havia sido aprovado. Até contratar outro treinador, ficamos exercendo a função.

8 - Acompanha atualmente o SC Covilhã?

Sempre que possível. As notícias do SC Covilhã não são muitas, mas agora o meu genro Sérgio está-me trazendo notícias.

9 - Qual sua atividade no presente?

Aposentado da Cosipa (Companhia Siderúrgica Paulista), que hoje pertence à Empresa Usiminas.

10 – O que gostaria de referir que não foi mencionado anteriormente?

Que adorei a cidade da Covilhã, principalmente por ser tão bem acolhido pelas pessoas da cidade e por ter tido aí a minha primeira filha (Larissa). Agradeço a todos os amigos que aí deixei. Quem sabe um dia eu volte para revê-los? Quero também agradecer e desejar muito sucesso ao SC Covilhã.

Bábá foi ídolo dos adeptos covilhanenses 

 

Actualizado em Quinta, 18 Abril 2013 09:15
 
Quintino Semedo
Quarta, 11 Dezembro 2013 00:00

O guineense Quintino Semedo assinou pelo Sporting da Covilhã na época 1967/1968, sendo proveniente do Sport Bissau e Benfica, onde se evidenciou pelas suas exibições no sector defensivo. Na primeira temporada com a camisola serrana, Quintino Semedo ajudou o clube a alcançar a manutenção na 2ª Divisão Nacional (10º lugar na Zona Norte), um objectivo que não foi conseguido na época seguinte, visto que a formação covilhanense não evitou a última posição da classificação. Quintino Semedo continuou a representar o nosso emblema no escalão terciário, procurando o regresso à divisão secundária, que não foi alcançado em 1969/1970 devido ao 3º lugar da Série B, atrás de União de Coimbra e Alba, por isso, a promoção à 2ª Divisão Nacional ficou adiada para a temporada seguinte, com Quintino Semedo e companheiros a garantirem a 2ª posição da Série B, que deu acesso a um Torneio de Competência com Fafe, Sanjoanense e Vizela, cuja vitória pertenceu à equipa covilhanense, que assim celebrou a subida de escalão. Após quatro épocas nos serranos, Quintino Semedo partiu para outros clubes, merecendo referência a sua participação na Liga Norte Americana de Futebol (NASL) ao serviço da equipa canadiana do Toronto Metros. Que outras memórias permanecem de Quintino Semedo?

Actualizado em Terça, 10 Dezembro 2013 17:53
 
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