Alemão
Desta vez, o nosso site recuou até à década de Setenta, entrevistando o brasileiro Alemão, um jogador com características atacantes que deliciou os adeptos serranos com excelentes exibições, fazendo parte de uma equipa que garantiu a subida à 2ª Divisão Nacional e que rubricou uma carreira espectacular na Taça de Portugal.
Alemão está radicado em Paredes, onde tem uma clínica de massagens de recuperação juntamente com o filho
1 - Como é que ingressou no SC Covilhã?
Em 1971, iniciei a minha carreira de futebolista em Portugal pelo Beira-Mar. Indiquei o jogador Babá em 1972 à direcção do Beira-Mar, o qual fez contrato nesse ano. Em 1974, eu e o Babá fomos levar dois jogadores que mandei vir do Brasil (o Baixa e o Paulinho) para ingressarem no Covilhã, mas só o Baixa fez contrato com o clube. Nesse ano, o Sr. Manuel Pintassilgo estava muito nervoso porque a equipa do Covilhã não correspondia e precisava de uma equipa para subir. Eu disse-lhe “se o senhor quiser que eu vá para a equipe, eu vou.” A resposta do Sr. Manuel Pintassilgo foi “o Sr. já está no SC Covilhã, só se o dinheiro não valer, é o presente que eu vou dar ao clube.” E assim, em 1974, o Covilhã pagou ao Beira-Mar 500 contos por um empréstimo de 2 anos pelo Alemão, muito dinheiro naquele tempo. Eu e o Babá fizemos contrato nesse ano pelo Covilhã e fomos campeões.
2 - Quais os principais momentos que passou no SC Covilhã?
- Foi ser campeão;
- A amizade e união da equipa;
- O apoio da direcção;
- Sem desconsiderar ninguém, saliento o grande Capitão Prata, o homem que defendeu as pessoas de fora, mesmo sendo da terra.
- Ficar em 4º lugar na Taça de Portugal, na época 74-75, eliminados pelo Boavista, apenas no prolongamento.
3 - A equipa de 1974/75 fez uma época brilhante, onde venceu a Serie B da terceira divisão. Era uma equipa de outros patamares?
Era sim senhor uma grande equipa, com grandes jogadores. Praticamente fomos campeões antecipados, estavamos com muitos pontos de difirença das outras equipas.
Alemão brilhou no SC Covilhã nos anos Setenta
4 – Nesta mesma época o SCC conseguia a fantástica marca de 103 golos, era um ataque demolidor?
Era um ataque muito forte, não havia hipótese. Os grandes goleadores como o Bites, Fazenda, o Betinho, o Babalito, o Pinto, o Óscar e eu (Alemão) com 46 Golos pelo campeonato, e outros que não me recordo agora.
5 - Acompanha actualmente o SC Covilhã?
Acompanho sempre o Covilhã, como também o Beira-Mar e o Paredes.
6 - Qual a sua actividade no presente?
Actualmente, sou Massagista de Recuperação. Tenho uma Clínica onde trabalho com o meu filho, Joaquim Ramos de Souza Filho. Pode-se visitar no nosso site: www.alemaoefilho.com.
7 - Que gostaria de referir que não foi mencionado anteriormente?
Gostaria de referir que dos vários clubes portugueses em que joguei, o SC Covilhã é o único que actualmente presta homenagem aos antigos jogadores que fizeram a história do Clube, realizando um encontro anual para o efeito, o que é de louvar. A todas as pessoas do Concelho da Covilhã, das Aldeias e da Cidade, o meu muito obrigado pelo apoio, mas um obrigado muito especial para o meu amigo Prata. “Quando subo a Serra da Estrela e estou descendo, sei que que estou entrando na Covilhã, estou a entrando no Paraíso...”. Obrigado.

Alemão progride com a bola entre os adversários
Piteira
Moreirense FC 1 SC Covilhã 1
O empate no terreno do Moreirense Futebol Clube não foi suficiente para o Sporting Clube da Covilhã garantir a manutenção na Liga Orangina, apesar de até ter estado em vantagem no marcador durante a primeira parte, mas essa situação foi pouco duradoura, visto que o golo local não demorou a surgir. Os minhotos, a precisarem de vencer para festejarem a subida de escalão, entraram muito fortes no jogo e criaram perigo logo aos 5 minutos, quando Bruno Moreira atirou por cima em posição favorável. No entanto, cerca do quarto de hora, os serranos colocaram calma na partida e até ameaçaram as redes nortenhas aos 17 minutos, quando um livre apontado por Fofana obrigou Ricardo Ribeiro a não segurar a bola, que sobrou para a recarga torta de Zezinho. O encontro estava tão movimentado, que num lance aos 23 minutos, Bruno Moreira proporcionou uma boa defesa a Nuno Santos, surgindo de imediato um contra ataque visitante, em que Fofana passou pelo guardião Ricardo Ribeiro e inaugurou o marcador, originando fortes festejos nos covilhanenses presentes em Moreira de Cónegos. Contudo, a alegria forasteira durou pouco tempo, pois, praticamente no lance seguinte, o Moreirense alcançou o empate numa acção muito confusa na sequência de um canto. A formação local galvanizou-se ainda mais com o golo obtido e rubricou duas jogadas em que esteve perto de virar o resultado a seu favor: aos 37 minutos, novamente Bruno Moreira a atirar para uma grande intervenção de Nuno Santos; e aos 41 minutos, foi Joel que incomodou o cabeceamento de Wagner, fazendo com que a bola fosse pela linha de fundo. Ao intervalo: 1-1. Após o período de descanso, o Moreirense regressou mais forte e elaborou jogadas complicadas para o sector mais recuados dos opositores, com destaque para os lances protagonizados por Wagner, Bruno Moreira e Fábio Espinho, porém, a boa actuação de Nuno Santos e a pontaria pouco afinada dos locais fizeram perdurar a igualdade. A meio da etapa complementar, o Covilhã acreditou que podia chegar ao tento salvador, merecendo saliência dois lances: aos 65 minutos, Dani Coelho rematou para defesa oportuna de Ricardo Ribeiro, recargando de cabeça por alto; e aos 67 minutos, atirou um pouco por cima em plena área. Ao caminhar para o final, o jogo foi perdendo emoção, parecendo que ambas as formações estavam satisfeitas com o empate, aguardando somente pelo último apito do árbitro Pedro Proença, que definiu o 1-1 como desfecho final, o que permitiu os festejos locais pela subida de divisão e que garantiu ao Covilhã o penúltimo lugar, que não permite para já a manutenção. Texto: Eugénio Lopes. Ficha de Jogo: http://www.lpfp.pt/liga_orangina/pages/jogo.aspx?epoca=20112012&jornada=30&jogo=7253 Pinto Dias
SC Covilhã 0 CF Os Belenenses 0
Gabi em luta nas alturas com Fernando Ferreira O Sporting Clube da Covilhã comprometeu seriamente as suas aspirações de permanência na Liga Orangina, ao não conseguir melhor do que um nulo diante do Clube de Futebol Os Belenenses, continuando assim nos lugares de descida e dependente de terceiros na última jornada. Os serranos apresentaram-se em campo num esquema de 1x4x3x3, com Nuno Santos na baliza, acompanhado na defensiva por Dani Coelho, Aníbal Capela, Ricardo Rocha e Joel, ficando o meio campo entregue a Milton, Gabi e André Sousa, com as missões mais atacantes sob a responsabilidade de Dani Matos, Fofana e Pimenta. Com muito público nas bancadas do Complexo Desportivo, o jogo começou praticamente com um lance perigoso dos visitantes, pois, na sequência de um livre, Rodrigo António chegou ligeiramente atrasado para aquele que seria o toque triunfal. A resposta local surgiu aos 9 minutos, num remate de Pimenta para o guardião Coelho segurar, no entanto, o Belenenses quis demonstrar que procurava também a vitória nesta partida e aos 17 minutos, Zazá atirou por alto após um bom trabalho na área adversária. Após a meia hora, o Covilhã apresentou algum ascendente, delineando duas situações mais delicadas para as redes azuis: aos 31 minutos, Fofana apareceu em boa posição, mas o remate cruzado saiu um pouco ao lado da baliza de Coelho; e aos 45 minutos, a bola atirada por Dani Matos sofreu um desvio num opositor e passou por cima das redes forasteiras. Zezinho rodeado de adversários Na segunda parte, os serranos pareciam querer continuar com sinal mais, visto que logo aos 47 minutos, Fofana rematou torto em plena área, mas o Belenenses respondeu com perigo aos 52 minutos, quando Zazá atirou cruzado para fora. Com o nulo a persistir, o treinador Rui Nascimento fez entrar Zezinho, Pedro Ribeiro e Paulico, porém, os nervos começavam a imperar entre as hostes serranas, que tiveram de esperar pelo minuto 71 para assistirem a nova ameaça de movimento no resultado, numa acção em que Fofana possibilitou uma boa intervenção a Coelho. Os serranos acreditaram sempre no triunfo, mas os argumentos eram cada vez mais escassos e nos instantes finais até foram os azuis que tiveram uma boa oportunidade, quando na sequência de um canto, Rui Varela fez a bola passar junto à barra. Já em período de compensações, os covilhanenses conseguiram dois pontapés de canto, mas que acabaram por ser inconclusivos para desespero dos adeptos locais. É certo que o Sporting da Covilhã somou o quarto jogo consecutivo sem ser derrotado, contudo, também é certo que continua em zona de descida de divisão, de onde vai tentar sair na última jornada do campeonato, em que visitará o Moreirense, um emblema também a precisar de vencer, mas para garantir a promoção. Texto: Eugénio Lopes. Ficha de Jogo: http://www.lpfp.pt/liga_orangina/pages/jogo.aspx?epoca=20112012&jornada=29&jogo=7239 Fotografias: Filipe Pinto - Foto Académica Resumo: José Cavaca - Provideo |



Piteira completou a sua formação futebolística no Desportivo de Beja, mas não demorou a assumir protagonismo na equipa sénior, ao ponto de ser posteriormente contratado pelo Campomaiorense, onde chegou a jogar na 1ª Divisão Nacional. Seguiram-se passagens por Imortal, Felgueiras e Marco, antes de Piteira ingressar no Sporting da Covilhã em 2000/2001, onde esteve somente uma temporada, mas deixando boa impressão, quer a defesa central, quer no meio campo, com destaque para alguns golos que apontou, ajudando os serranos a lutar pela subida à 2ª Divisão de Honra, que seria perdida para a Oliveirense. Piteira prosseguiu a carreira na Sanjoanense, Imortal, Castrense, Desportivo de Beja e Odemirense, optando depois pela função de treinador, já com títulos conquistados em terras alentejanas. Que outras recordações existem de Piteira?

Pinto Dias iniciou a carreira de futebolista nos juvenis do Sporting da Covilhã, tendo ascendido ao plantel sénior na época 1967/1968, onde se manteve quase toda a década de Setenta, com excepção das temporadas em que esteve ao serviço do Santacruzense e do Covilhã e Benfica. Pinto Dias jogava a avançado e ajudou o emblema serrano a duas subidas ao escalão secundário: em 1970/1971, após o triunfo no Torneio de Competência com Fafe, Sanjoanense e Vizela; e em 1974/1975, depois do 1º lugar conquistado na Série B da 3ª Divisão, tendo apenas perdido o título nacional para a União de Santarém, na final disputada em Leiria. Diga-se que essa temporada também ficou marcada pelo bom desempenho na Taça de Portugal, em que a equipa de Pinto Dias e restantes colegas somente foi eliminada nos Oitavos de Final pelo Boavista, que haveria de vencer a competição. Pinto Dias envergou a camisola serrana até 1977/1978, representando depois outros clubes da região, como AD Fundão, SC Barco, São Romão e Tortosendo e Benfica, permanecendo certamente outras memórias das suas exibições…

